sábado, julho 19, 2008

Vigília de oração das Jornadas Mundiais da Juventude


«Nesta noite, fixamos a nossa atenção sobre «como» tornar-se testemunhas. Precisamos de conhecer a pessoa do Espírito Santo e a sua presença vivificante na nossa vida. Não é fácil! Com efeito, a variedade de imagens que encontramos na Escritura relativas ao Espírito Santo – vento, fogo, sopro – são sinal da nossa dificuldade em exprimir uma noção articulada sobre Ele. E todavia sabemos que é o Espírito Santo, silencioso e invisível, quem proporciona orientação e definição ao nosso testemunho sobre Jesus Cristo.»

Na noite da Vigília das Jornadas Mundiais da Juventude, em Sydney, na presença de cerca de 200 mil jovens, o Santo Padre falou da importância do Espírito Santo na vida do cristão.

Foram várias as coreografias feitas no palco antes do Santo Padre chegar ao recinto.

Depois de ele chegar, deu-se início à oração da Vigília. Foram lidos vários testemunhos de jovens de várias partes do mundo e foram apresentados aqueles que, na Santa Missa que conclui as Jornadas Mundiais da Juventude, irão receber o Sacramento da Confirmação.

Depois do discurso do Santo Padre aos jovens, foi o momento da adoração eucaristica, com o Santíssimo Sacramento exposto.

Discurso do Santo Padre aos jovens>>

Vigília de oração das JMJ


Este sábado, pelas 19.00h na Austrália (10.00h em Portugal), o Santo Padre participa na vigília de oração que prepara o último dia das Jornadas Mundiais da Juventude.

O Papa, neste momento, faz o seu discurso aos jovens, depois das orações iniciais.

sexta-feira, julho 18, 2008

Via Sacra iniciada pelo Santo Padre



Bento XVI começou a tarde de hoje com uma oração, para dar início à representação das estações da Via Sacra por parte de aproximadamente 100 atores em Sydney, onde ele preside a Jornada Mundial da Juventude, que reúne cerca de 225 mil jovens peregrinos do mundo inteiro.

Os actores representavam a Última Ceia, sentados nos degraus da catedral de Santa Maria, quando o Papa saiu pela porta do templo para pronunciar a breve oração.

O pontífice acompanhou as outras estações pela televisão, na cripta da catedral. Quatro mulheres indígenas choraram por Jesus de Nazaré, em outro momento da Via Dolorosa.

Através dos numerosos ecrans que retransmitiram o espetáculo em parques e praças de Sydney, o Papa havia visto a ùltima Ceia na catedral de Santa Maria, na qual Alfio Stutio, um ator australiano de 27 anos, representou Jesus, partindo o pão para partilhá-lo com os apóstolos. A 7ª estação da Via Sacra continuava no telão, e os presos romanos, entre eles Simão, estavam representados, assim como as mulheres de Jerusalém, por indígenas australianos. Os atores usaram peles de cangurus e pintaram o rosto e a pele com cinzas, um sinal de luto na tradição indígena; e enquanto esperavam a chegada de Jesus ao cais, fizeram uma dança tradicional do norte da Austrália.

In Zenit

Santo Padre participa num encontro inter - religioso


Bento XVI deixou hoje na Austrália um apelo ao diálogo entre religiões, num encontro mantido com vários líderes das comunidades religiosas neste país, aos quais se apresentou como “um embaixador da paz”.

“Queridos amigos, vim à Austrália como embaixador de paz. Por isso, sinto-me feliz por me encontrar convosco, que de igual modo partilhais este anseio e conjuntamente o desejo de ajudar o mundo a conseguir a paz”, afirmou.

“Num mundo ameaçado por sinistras e indiscriminadas formas de violência, a voz unida daqueles que possuem espírito religioso incita as nações e as comunidades a resolverem os conflitos através de instrumentos pacíficos no pleno respeito da dignidade humana”, disse ainda.

O Papa assegurou que “é com paixão que a Igreja procura toda a oportunidade para prestar ouvidos às experiências espirituais das outras religiões. Poderemos afirmar que todas as religiões visam penetrar no significado profundo da existência humana, remetendo para uma origem ou princípio externo a elas mesmas”.

Falando na sala capitular da Catedral de Saint Mary, Sidney, o Papa saudou os presentes e agradeceu as palavras de boas-vindas do Rabino Jeremy Lawrence e do Xeque Femhi Naji El-Imam.

Bento XVI sublinhou que a Austrália é um país que “tem em grande consideração a liberdade de religião”.

In Agência Ecclesia

Discurso do Santo Padre no encontro ecuménico>>

Santo Padre encontra jovens em recuperação

Bento XVI manteve esta sexta-feira um encontro com jovens que integram uma comunidade de recuperação e os convidou a serem testemunhas de esperança para outros jovens em situações difíceis.

O Papa compartilhou, na igreja da Universidade Notre Dame, em Sydney, alguns momentos com este grupo de rapazes e moças que, apesar de suas jovens vidas, já atravessaram duras experiências.

Escutou dois testemunhos deles: vidas marcadas pelo álcool, as drogas ou pela tentação do suicídio.

Samantha Gerdes, de origem filipina, descobriu após a morte de seus pais que tinha sido adoptada. Ao regressar a sua família biológica, sofreu abusos de seus irmãos e maus-tratos de sua mãe.

Seguindo para a Austrália, em plena solidão, sentiu a tentação do suicídio. Foi salva graças ao encontro com a Igreja e o ingresso na comunidade. Como ela revelaria depois aos jornalistas, o Papa lhe dirigiu algumas palavras pessoais para alentá-la em seu novo caminho.

O outro jovem que tomou a palavra foi Andrew Holmes, que deixou para trás uma vida arruinada pelo álcool e as drogas. “Mas hoje tudo mudou”, afirmou, ao contar sua breve biografia.

Os jovens formam parte do programa de reabilitação “Alive”, gerenciado pela Agência de Serviços Sociais da arquidiocese de Sydney. O Papa queria com este encontro mostrar que a JMJ é também para jovens em dificuldades e escolheu como momento mais adequado a tarde de sexta-feira, dia em que os peregrinos recordaram com a Via-Sacra a memória da paixão e morte de Jesus.

Em suas palavras aos jovens, o Santo Padre constatou que seguramente hoje eles se arrependem de ter tomado decisões que, ainda que no passado se apresentavam como muito atraentes, os levaram “apenas para um estado ainda mais profundo de miséria e solidão”. “A decisão de abusar de droga ou álcool, de entrar em atividades criminosas ou autolesivas pôde então aparecer como um caminho para sair duma situação de dificuldade ou de confusão”, reconheceu. “Agora sabeis que, em vez de trazer a vida, levou à morte.” Por isso, suas palavras se converteram em um reconhecimento da “coragem demonstrada quando decidistes regressar ao caminho da vida”.

O pontífice assegurou que os vê como “embaixadores de esperança para quantos se encontram em idênticas situações”. “Podeis convencê-los da necessidade de optar pelo caminho da vida e fugir do caminho da morte, porque falais com base na experiência”, afirmou, apresentando-lhes o seguimento de Jesus como opção de vida. Jesus “acolhe-vos de braços totalmente abertos --sublinhou. Oferece-vos o seu amor incondicional: e é na profunda amizade com Ele que se encontra a plenitude da vida”. Este caminho, segundo o Papa, é um “programa consolidado no íntimo de cada pessoa”. Implica “estar dispostos a renunciar às nossas preferências para nos colocarmos ao serviço dos outros, dar a nossa vida pelo bem dos outros e, em primeiro lugar, por Jesus que nos amou e deu a sua vida por nós”. “Isto é o que os homens são chamados a cumprir; é o que significa estar realmente «vivo».” O bispo de Roma concluiu sintetizando suas palavras com a mesma mensagem que Moisés formulou há tantos anos: «Escolhe a vida, para que possas, tu e a tua posteridade, viver amando o Senhor teu Deus».

In Zenit

Os jovens acolhem o Santo Padre nas JMJ


Bento XVI foi recebido esta Quinta-feira num ambiente de festa pelas muitas dezenas de milhares de jovens que se encontram em Sidney para celebrar a Jornada Mundial de Juventude 2008.

Num longo discurso, o Papa aproveitou este contacto inicial para deixar desafios aos presentes, sobretudo em relação à dignidade humana, à violência e à defesa da natureza.

Disse o Santo Padre: "Há quase dois mil anos, os Apóstolos, reunidos na sala superior da casa juntamente com Maria (cf. Act 1, 14) e algumas mulheres fiéis, ficaram cheios de Espírito Santo (cf. Act 2, 4). Naquele momento extraordinário que marcou o nascimento da Igreja, a confusão e o medo, que se tinham apoderado dos discípulos de Cristo, transformaram-se numa convicção vigorosa e na certeza de um objectivo. Sentiram-se impelidos a falar do seu encontro com Jesus ressuscitado, que afectuosamente já tratavam por Senhor. Na sua diversidade, os Apóstolos eram pessoas comuns. Nenhum podia afirmar que fosse o discípulo perfeito. Não tinham conseguido reconhecer Cristo (cf. Lc 24, 13-32), deveriam envergonhar-se da sua ambição (cf. Lc 22, 24-27), tinham-No até negado (cf. Lc 22, 54-62). E todavia, quando ficaram cheios de Espírito Santo, sentiram-se trespassados pela verdade do Evangelho de Cristo e inspirados a proclamá-lo sem medo."

In Agência Ecclesia

Discurso do Santo Padre aos jovens>>

Santo Padre almoça com 12 jovens

O almoço que Bento XVI ofereceu nesta sexta-feira a doze jovens, de todos os continentes, serviu para confirmar algo que já sabia: em alguns países, ser jovem é muito difícil. Durante a refeição, que ocorreu na sala de visitas da residência da catedral de Sydney, dez dos jovens representavam os cinco continentes. Os outros dois representavam a Austrália, país anfitrião das Jornadas Mundiais da Juventude.

Fidel Mateos Rodríguez, leigo, de 25 anos, da diocese de Salamanca (Espanha), explicou depois que durante o almoço, cada um dos convidados pôde falar de sua situação pessoal em seus países. O Papa, em especial, «mostrou muito interesse pelos testemunhos dos jovens asiáticos e africanos», dois continentes nos quais é difícil viver a fé católica. A outra representante do continente europeu, a francesa Marie-Bénédicte Esnault, de 22 anos, reconhece que escutando a seus companheiros de mesa pensou que eles, «que vivem em países de antiga tradição cristã são muito afortunados». Jean Fabien Muaka Baloza, da República Democrática do Congo, de 29 anos, considera que a sua «conversa foi como com um pai de família». «Escutou e nos deu sua bênção», contou. Jean Fabien convidou o Papa a visitar a África para que «se dê conta de certas realidades educativas. Temos necessidade de sua influência», continuou.

Craig Ashby, australiano e representante do povo aborígene, narrou ao Santo Padre a discriminação que seu povo ainda vive. O Papa respondeu que a chave para resolver isso está na educação. Gabriel Nagile, de Papua Nova Guiné, conta que também falou dos jovens de seu país e da necessidade urgente de que possam descobrir uma vida espiritual que lhes liberte dos graves perigos que correm. Helena de Souza, do Timor Leste, de 25 anos, falou com o pontífice da violência em seu país. O Papa se interessou por sua situação, recordando que em janeiro deste ano recebeu seu presidente, José Ramos-Horta.

Ao final do encontro, o Papa presenteou a cada jovem com um rosário e uma medalha comemorativa da Jornada Mundial da Juventude. Cada jovem lhe trouxe um presente, como é o caso do norte-americano Armando Cervantes, de origem mexicana, que deu ao Papa um boné com orelhas de Mickey Mouse. Representando o Brasil esteve presente Jorgiana Aldren Lima de Santana, de 26 anos. Outros países representados foram a Nova Zelândia, a Nigéria e a Coréia do Sul. «Sem dúvida foi uma vivência inesquecível que reafirma minha fé em Deus e na Igreja, e me serve como reconhecimento do trabalho que realizo junto aos jovens durante todos estes anos», conlui Fidel Mateos.

In Zenit

Santo Padre na Catedral de Sydney


O Santo Padre Bento XVI, na Santa Missa que celebrou na Catedral de Santa Maria, em Sydney, nesta sexta feira, dedicou o novo altar da Catedral.

Perante uma Catedral totalmente repleta com seminaristas e consagrados(as), o Santo Padre não teve medo em pedir desculpa pelos abusos sexuais cometidos contra menores por parte de alguns sacerdotes australianos, nas décadas passadas.

Além disso, animou todos os presentes a uma fidelidade a Cristo e à sua doutrina, num compromisso radical, para toda a vida.

quinta-feira, julho 17, 2008

Santo Padre recebido pelas autoridades civis da Austrália

Na quinta feira de manhã, o Santo Padre foi recebido pelas autoridades civis no Government House.

Na sua intervenção, o Santo Padre disse: "Alguém poder-se-ia perguntar pela razão que impele milhares de jovens a empreenderem uma viagem – para muitos deles – longa e cansativa, a fim de poderem participar num acontecimento deste género. Desde a primeira Jornada Mundial da Juventude, em 1986, ficou patente que um grande número de jovens aprecia a oportunidade de se encontrar para juntos aprofundarem a própria fé em Cristo e partilharem uns com os outros uma jubilosa experiência de comunhão na sua Igreja. Anelam por ouvir a palavra de Deus e aumentar os conhecimentos a respeito da sua fé cristã. Anseiam por tomar parte num acontecimento que ressalta os grandes ideais que os inspiram, e voltam depois para suas casas repletos de esperança, com uma renovada decisão de construir um mundo melhor. Para mim, é uma alegria estar com eles, rezar com eles e celebrar a Eucaristia juntamente com eles. A Jornada Mundial da Juventude enche-me de confiança no futuro da Igreja e no futuro do mundo de todos nós."

Depois, o Santo Padre encontrou-se ainda com o Governador Geral na Admiralty House e com o Primeiro-Ministro.

Discurso do Santo Padre >>

quarta-feira, julho 16, 2008

Santo Padre chega a St. Mary's Cathedral House


Bento XVI partiu hoje do Kenthurst Study Center de Sidney, residência do Opus Dei onde se encontrava a descansar desde a sua chegada à Austrália, no passado Domingo.

A Santa Sé anunciou que o Papa se transferiu para a Cathedral House da cidade australiana, que será a residência papal desta segunda parte da viagem apostólica, que se inicia Quinta-feira com a cerimónia de boas-vindas na Government House (09h00 locais, 23h00 de Quarta-feira em Lisboa).

Horas depois, o Papa chegará de barco ao porto de Barangaroo East Darling, entre danças e cantos tradicionais. A festa de acolhimento dos jovens acontece às 05h30 de Lisboa.

Em Sidney começa a repetir-se a expressão "Super Thursday", a super Quinta-feira que se espera na "estreia" de Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude 2008, inaugurada na passada Terça-feira pelo Cardeal Pell, Arcebispo local, com quase 150 mil jovens. Ao longo da semana continuarão a chegar peregrinos de cerca de 200 países de todo o mundo.

In Agência Ecclesia

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Galeria Fotográfica da Missa Inaugural das JMJ